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9 nov · Jayme Nigri · No Comments

Minecraft na escola: 5 maneiras de usar o jogo no aprendizado

Um jogo sem regras ou objetivos preestabelecidos, um cenário em 3 dimensões, a construção livre de um mundo feito em blocos de diferentes tipos e novos desafios a cada etapa. Assim funciona o Minecraft, um game digital muito popular ― com mais de 100 milhões de cópias vendidas só no primeiro semestre deste ano ― lançado oficialmente em 2011 e que, recentemente, tornou-se assunto na sala de aula, ganhando corpo a cada dia.

Em 2015, o pontapé inicial para consolidar de vez o uso do Minecraft nas escolas foi dado: o lançamento do Minecraft in Education, um site que funciona como uma grande comunidade e que serviu para unir professores de todo o mundo em torno de um objetivo comum: introduzir o game em sala de aula e trabalhar desde questões de matemática, história e geografia, até habilidades cognitivas e socioemocionais como criatividade, sobrevivência e empreendedorismo, entre muitas outras.

O projeto deu certo e a partir disso foi criada uma nova versão do game, o Minecraft Education Edition ― sucessor do MinecraftEdu. Mas como utilizar o jogo na sala de aula? Listamos abaixo 5 maneiras de usá-lo no ensino, com especial atenção aos recursos e, principalmente, às disciplinas da matriz escolar. Confira!

 

História: tour virtual pelos monumentos históricos

Ao jogar Minecraft, é possível fazer excursões virtuais a monumentos históricos. Além de conhecer um pouco da história de cada um deles, alunos e professores têm à disposição reproduções em escala real de locais conhecidos do mundo todo, como a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade, as Muralhas da China e uma infinidade de outros espaços culturais.

Com o jogo é possível construir, por exemplo, pirâmides, detalhando os modelos egípcio, maia e asteca e discutir, em aulas teóricas, a diferença entre elas.

 

Matemática: de fundamentos básicos à análise combinatória

Talvez esta seja a disciplina mais beneficiada entre todas com a criação do Minecraft, já que o jogo é todo baseado em cubos. O professor pode tanto trabalhar a matemática básica, por meio da construção de uma casa, por exemplo, analisando conceitos como área, volume e forma, como pode também ensinar contagem simples, sequência, geometria espacial, análise combinatória, lógica, perímetro, frações, funções de 1º e 2º graus, entre outros.

 

Biologia: os elementos que formam a célula animal

O jogo permite conhecer, em formato tridimensional, a composição das células animais através de uma viagem por sua membrana e conhecer, por exemplo, a estrutura do DNA (molécula encontrada no núcleo da célula) e do RNA (responsável pela síntese da proteína na célula).

Um bom exemplo disso é a apresentação do professor australiano, Stephen Elford, que ensina a seus alunos as funções de cada estrutura que compõe a célula. Vale a pena assistir!

 

Literatura: análise comparada entre jogo e livro

Um dos “mundos” citado como um dos mais interessantes do Minecraft é o Elementia. Nele, os jogadores são expostos a desafios em florestas perigosas e desertos inóspitos. O jogo pode ser incluído em projetos literários, já que a saga Elementia chegou também aos livros, a exemplo de Missão Justiça – Uma aventura não oficial de Minecraft – Crônicas de Elementia.

Nele, Stan, Charlie e Kat são três novos jogadores de Minecraft, perseguidos por experts no jogo. Eles se veem envolvidos em grandes batalhas contra as forças do mal. Que tal fazer uma análise comparativa entre livro e jogo?

 

Geografia: detalhes do espaço geográfico

Por meio da análise de formações rochosas, dos desertos e da vegetação disposta em florestas, o professor pode ensinar a seus alunos questões que envolvem cartografia (mapas), topografia (relevo), condições climáticas, fauna e flora. É possível também verificar o espaço geográfico e quais foram as intervenções feitas pelo homem, no caso, analisando as construções desenvolvidas pelos próprios jogadores ao longo dos anos.

Aprender por meio de jogos e usar o Minecraft na escola não é apenas divertido. Conciliar conteúdo com o interesse das crianças é eficiente para o aprendizado, pois não intimida e ainda possibilita uma proximidade do aluno com o conhecimento que, muitas vezes, o ensino tradicional não proporciona.

 

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Jayme Nigri

Jayme Nigri é co-founder da Futura Code School. É especialista em análise de perfis comportamentais e lida todos os dias com crianças e adolescentes, motivo do seu grande entusiasmo no trabalho. Tem um casal de filhos e faz trabalhos sociais com a Futura Code.

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A Futura Code é uma escola de tecnologia programação para jovens de 6 a 17 anos e seus professores.

Atua em colégios privados e públicos. E, para os professores, também disponibiliza a bancada.tech, uma plataforma digital para capacitação e engajamentos dos professores.
É parceira educacional da Microsoft e maior especialista em Minecraft Education Edition.

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